O fotógrafo Rafael Fazano esteve no evento Nescau Mega Rampa que rolou em Sampa no mês de junho para experimentar e experienciar novos olhares e técnicas de fotografia rumo ao desconhecido. Pelas proporções e ângulos que o evento proporciona, o fotógrafo aproveitou a onda revelar arte e nos conta como foi o processo.Mega Rampa, Ângulos e Percepções
Por Rafael Fazano
Por Rafael Fazano
Bom, logo que cheguei no evento começei a observar as voltas dos atletas. Tudo na megarampa é MEGA mesmo, então causa certa estranheza para fotografar, pois a noção que tinha em relação de escalas perante a milimetragem da lente causa um curto-circuito no cérebro.Após ajustar a cabeça e os pensamentos para as dimensões do evento, me senti muito preso a ângulos possÃveis para fotografar. Aqueles caras voavam 4, 5 metros acima do quarter! Até pareciam que tinham asas… foi aà que me veio o insight de que tudo que sobe, tem que descer!
Então que pensei, quando algo está do céu, geralmente está iluminado, mesmo em um dia com pouco ou nenhum sem sol. A partir daÃ, era resolver essa ideia visualmente. Com os dedos pulsando e já tendo a fotografia pronta transitando entre meus pensamentos e a camera, parti em busca do ângulo ideal, que com certeza não era onde grande parte dos fotógrafos do evento gostariam de estar para captar as emoções, o “moment” mais bonito da manobra. Busquei o momento crÃtico, a queda, onde 1 milésimo de receio por parte do atleta resultaria em um tombo feia!
Depois de dar umas 20 voltas ao redor da Megarampa, com uma ajudinha “divina” consegui encontrar, na minha opinião, a união entre a luz mais bonita e o ângulo perfeito para fotografar anjos sendo jogados à terra com suas asas em forma de BMX e SKATES. Dá um look:

.

.

.

.

.

.

English
Português
Deixe um comentario