Galeria Alma Do Mar

A galeria de arte e design Alma do Mar localizada na Vila Madalena, bairro paulista que respira e vive arte, em parceria com o portal cabecaFeita, reúne um impecável acervo cultural e histórico relacionado à atmosfera surf. Dando sequencia a série de exposições com curadoria de Fernando Bari, relacionadas à vida marinha e prestigiando grandes nomes da Surf Art no Brasil e exterior, recebe no mês de setembro as esculturas e material fotográfico do artista californiano Ithaka.


Pranchas reinventadas

POR Nancy Geringer

Projeto do artista plástico californiano Ithaka desembarca no Brasil, com pranchas de até 2 metros transformadas em arte contemporânea. Depois de passar pela Europa, Japão, México e Estados, o projeto ‘Pranchas Reencarnadas’, do artista plástico californiano Ithaka (leia-se Ítaca), desembarca a partir do dia 14 de outubro (quinta-feira) na galeria paulista Alma do Mar, localizada na Vila Madalena (SP). O coquetel de lançamento começa a partir das 19 horas e a mostra estende-se até o dia seis de novembro. Entre as peças expostas, destacam-se Almas Gêmeas de Atlântida, Lure 4, Octo-Heart Alien, Jussara, Ondas Platinadas, Amanari, entre outras, além de quadros que reproduzem algumas delas. A curadoria ficou a cargo de Fernando Bari, do portal especializado em artes relacionadas ao surf: cabeçafeita.com (WWW.cabecafeita.com ).

“Depois de expor na Califórnia, o lugar onde vivi durante a maior parte da minha vida. É uma satisfação muito grande trazer o projeto novamente ao Brasil, país que hoje em dia considero minha casa”, reconhece o artista radicado no Brasil desde 2005.
Há 20 anos Ithaka transforma pranchas velhas ou quebradas – fadadas ao lixo – em refinadas obras de arte contemporânea. Excelente alternativa para um material com restritas opções de reciclagem, que possui resíduos perigosos devido às propriedades de inflamabilidade e toxicidade. “Trabalhar com pranchas me satisfaz plenamente, pois une a minha paixão pessoal pelo surf e pelo mar, com o lado artístico que busca diferenciadas possibilidades de reconstrução. Mas, evidentemente fico feliz com a possibilidade de contribuir com uma questão tão delicada, como a ambiental”, comenta o artista.

Aos 16 anos, ele pintava elementos do mar em qualquer coisa que via pela frente. Seis anos depois, após quebrar uma prancha, resolveu pintá-la e alterou completamente sua forma utilizando um serrote. “A partir daí, nunca mais pintei em telas ou peças de madeira. As pranchas personalizaram minha arte”, diz.

Reconhecido internacionalmente, transformou mais de 200 pranchas e participou de exposições em diversas partes do mundo. Em junho passado realizou uma grande mostra no espaço conhecido como The Camp, em Costa Mesa, onde reuniu peças surpreendentes e a nata do surf californiano. No Brasil, lançou a série Jurema, produzida sob influência da flora brasileira, na qual mistura aos blocos, galhos quebrados e sementes. “Deixei a forma da prancha natural e usei detalhes orgânicos. É uma série baseada na natureza”, especifica.

Ithaka nasceu no Sul da Califórnia, possui descendência grega e viveu em várias partes do mundo à procura de ondas e riqueza cultural. Depois de conhecer o Brasil em 2001, morou durante quatro anos e meio no Leblon (RJ) e recentemente mudou-se para o litoral paulista. O artista começou a surfar aos 12 anos no Havaí, quando passava férias com um amigo em Maui. “Pescava em um barco no canal de Honolua Bay, quando vi caras pegando tubos. Eram as imagens das revistas. Na hora pensei, tenho que fazer isso!”, recorda.

Já visitou e surfou na Grécia, Marrocos, Quênia, Tanzânia, Cabo Verde, Indonésia, Nova Zelândia, México, Austrália, entre outros. No último ano, passou pela Grécia, Havaí, Fernando de Noronha e recentemente Peru. No litoral grego, descobriu boas ondas no mar Mediterrâneo. “Morei lá anos atrás, mas não havia surfado. Desta vez, com a ajuda da tecnologia, peguei altas ondas, além de desbravar novos picos. A Grécia possui três mil ilhas, tem muitas possibilidades, com um litoral recortado e fundos bons. Foi engraçado encontrar ondas na terra dos meus avós”, diz.
Polivalente – Ithaka passeia com muita desenvoltura e fluidez por mais três vertentes da arte: a música, a fotografia e a escrita. Lançou seis CDs solos de hip hop alternativo, com letras que não se limitam ao “batido” universo ‘gangsta’, além de ter participado de projetos musicais de artistas diferenciados.


Versos baseados em suas experiências, cantados por sua voz imponente, fazem de Ithaka um músico premiado, com sucessos incluídos desde filmes de surfe até produções hollywoodianas. Marcou presença na trilha sonora de “Second Thoughts”, de Timmy Turner, e “Samba Trance & Rock n’ Roll”, do premiado videomaker brasileiro Rafael Mellin. Com a canção “Escape from the City of Angels” embalou um filme considerado sucesso em Hollywood, “Replacement Killers” (Assassinos Substitutos), além do jogo para X-Box 360, “NBA2k7”, que tem as músicas Whatcha Gotta Do, Seabra Is Mad e Dine N Dash.
Leitor assíduo de escritores como Charles Bukowski pegou gosto pela escrita quando estava em Lisboa, Portugal, no chuvoso inverno de 92 sem pranchas (presas por cerca de dois meses na alfândega). Suas histórias de surf com ficção foram publicadas em diversas revistas ao redor do mundo, como a coluna “Fishdaddy Chronicles”, na Water, além de crônicas nas revistas Surfer, International Surf, OnFire, Surf Portugal e Surfer’s Journal. Fez também reportagens sobre os diferentes lugares por onde passou para publicações de renome, como a Transworld Surf. “Também sou um contador de histórias. Minha música mostra isso e os meus artigos também”.

No fim do ano passado, publicou a crônica “Milagre em Malibu” no livro Surf Story e gravou o cd Fishdaddy Flashbacks, com sucessos de sua carreira. Na fotografia, acumula imenso material de surf trips e trabalhou, no fim dos anos 80, fotografando grandes nomes no hip hop mundial, como N.W.A, grupo mítico de Los Angeles que juntou Ice Cube, Dr. Dre, MC Ren e Eazy E.
As habilidades deste artista polivalente são totalmente interligadas pelo mar. “Estou envolvido com todas da mesma forma. Nunca tive uma verdadeira razão para escolher uma ao invés da outra. Estas múltiplas facetas me definem não como artista, mas como ser humano”, explica.

Veja o vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=bKzo1AhV3oI

Mais informações para imprensa: Nancy Geringer – nancy@hangloose.com.br – Fone: 55 – 11 8556 4168

Artista: Ithaka
Período: 14 de Outubro à 12 de Novembro
Vernissage: 14 de Outubro
Local: Rua Harmonia 150 – Vila Madalena
Contato:
Telefone: 11 3097 0665
www.almadomar.com.br

Curadoria: Fernando Bari – cabecaFeita.com
Contato: bari@cabecafeita.com
www.cabecaFeita.com

 

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